Estou corroído, à minha volta só existem vermes e porcos cobertos de lama, vivo na minha pocilga como que num palácio. As minhas unhas já não são mais que horríveis cascos cheios de parasitas. Da minha pele já nada resta, as pessoas humanas olham-me como se de um horrível e cruel monstro se tratasse. Fogem. Gritam por ajuda quando me olham e reparam em todo o meu esplendor, feio e desumano. Não quero ser visto nem olhado, ninguém que olhe para mim acreditará que não sou um monstro nem um ser terrível. Esta minha aparência faz com que me refugie em longas cavernas que nada têm no seu interior, são apenas um sítio onde posso ser eu e ninguém me julgará pelo meu estado. Apodreço lentamente mas pelo menos não tenho de me confrontar com esses seres que não compreendem a razão da minha existência.
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